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Consciência
e Memória Ambiental
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Por
Marcelo Szpilman*
O
tradicional e exuberante encontro do mar com a Mata Atlântica
em toda Costa Verde do nosso litoral, onde, felizmente, ainda existem
faixas bem conservadas, sempre me faz refletir sobre a semelhança
de visual encontrado pelos primeiros navegantes que aqui aportaram
e a importância de se preservar essa memória ambiental.
De lá para cá, a crescente e desordenada ocupação
da zona costeira por loteamentos e o grande incremento das atividades
esportivas e de lazer ligadas ao mar têm provocado uma forte
pressão impactante sobre os ecossistemas locais.
Quem
não gosta de ancorar o barco em uma enseada com águas
claras e limpas ou frequentar uma praia com a areia branquinha?
Porém, poucos sabem que manter esses ambientes limpos vai
além da educação e do aspecto puramente visual.
Os
canudinhos, pontas de cigarro, cotonetes, tampinhas e sacos plásticos
descartados de forma incorreta poluem nossos mares e podem provocar
uma significativa mortandade de inocentes animais marinhos. Linhas
de pesca, cabos e restos de redes abandonados no mar permanecem
nesse ambiente por muitos anos e acabam vitimando inúmeros
animais que se enroscam e acabam morrendo por asfixia ou por inanição.
Peixes,
tubarões, aves, focas, golfinhos e tartarugas são
as principais vítimas. Confundem os detritos que ficam boiando
no mar com alguns dos alimentos que formam parte de sua dieta e
podem morrer de inanição. Um saco plástico
à deriva no mar é facilmente confundido com a água-viva,
componente alimentar de várias espécies de tartarugas-marinhas.
Engolindo o saco plástico, a tartaruga pode morrer sufocada.
Golfinhos já foram encontrados com o estômago cheio
de lixo que veio das cidades.
Assim,
lembre-se na próxima vez que for passear de barco ou freqüentar
alguma praia: seja consciente.
Não
custa nada levar um saco plástico para jogar seu proprio
lixo e, quando for embora, levá-lo com você para ser
descartado corretamente na lixeira.
Poder
vislumbrar dias melhores para o ambiente marinho e para nós
mesmos só reforça a importância do cuidado e
do respeito que devemos ter pelo Planeta que nos sustenta.
Projeto
Limpeza na Praia
Projeto
Tubarões no Brasil
Instituto
Ecológico Aqualung
Rua do Russel, 300 / 401, Glória, Rio de Janeiro, RJ. 22210-010
Tels: (21) 2558-3428 ou 2558-3429 ou 2556-5030
Fax: (21) 2556-6006 ou 2556-6021
E-mail: instaqua@uol.com.br
Site: http://www.institutoaqualung.com.br
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*Marcelo
Szpilman, Biólogo Marinho formado pela UFRJ, com Pós-Graduação
Executiva em Meio Ambiente (MBE) pela COPPE/UFRJ, é autor
dos livros GUIA AQUALUNG DE PEIXES, AQUALUNG GUIDE TO FISHES, SERES
MARINHOS PERIGOSOS, PEIXES MARINHOS DO BRASIL e TUBARÕES
NO BRASIL, e de várias matérias e artigos sobre a
natureza, ecologia, evolução e fauna marinha publicados
nos últimos anos em diversas revistas e jornais e no Informativo
do Instituto. Atualmente, Marcelo Szpilman é diretor do Instituto
Ecológico Aqualung, Editor e Redator do Informativo do citado
Instituto, diretor do Projeto Tubarões no Brasil (PROTUBA)
e membro da Comissão Científica Nacional (COCIEN)
da Confederação Brasileira de Pesca e Desportos Subaquáticos
(CBPDS).

Instituto Ambientalista da Cidade do Rio de Janeiro
Pensando no amanhã, reciclamos hoje.
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