|
LÂMPADAS
FLUORESCENTES
Por que descontaminar lâmpadas fluorescentes
Países do Primeiro Mundo incluem as lâmpadas fluorescentes
usadas na lista de resíduos nocivos ao meio ambiente, pois
essas lâmpadas contêm substâncias químicas
que afetam o ser humano, como o mercúrio, um metal pesado
que uma vez ingerido ou inalado, causa efeitos desastrosos ao sistema
nervoso.
Ao romper-se,
uma lâmpada fluorescente emite vapores de mercúrio
que são absorvidos pelos organismos vivos, contaminando-os;
se forem lançadas em aterro as lâmpadas contaminam
o solo e, mais tarde, os cursos d'água, chegando à
cadeia alimentar.
No Brasil,
muitos usuários dessas lâmpadas, conscientes do fato
e já alertados pela norma brasileira NBR 10004 que impõe
limites rigorosos à presença de mercúrio nos
resíduos sólidos, já estão evitando
mais essa contaminação do meio ambiente.
A descontaminação
das lâmpadas descartadas pode ser feita por uma empresa especializada
em tratamento de resíduos mercuriais.
Manejo
e disposição de lâmpadas contendo mercúrio
As lâmpadas de descarga contêm o mercúrio metálico,
substância tóxica nociva ao ser humano e ao meio ambiente.
Ainda que o impacto sobre o meio ambiente causado por uma única
lâmpada seja desprezível, o somatório das lâmpadas
descartadas anualmente (cerca de 40 milhões só no
Brasil) terá efeito sensível sobre os locais onde
são dispostas.
Enquanto
intacta, a lâmpada não oferece riscos. Entretanto,
ao ser quebrada, libera vapor de mercúrio, que será
aspirado por quem a manuseia.
A contaminação
do organismo se dá principalmente através dos pulmões.
Quando se rompe uma lâmpada fluorescente, o mercúrio
existente em seu interior (da ordem de 20 mg) se libera sob a forma
de vapor, por um período de tempo variável, em função
da temperatura e que pode se estender por várias semanas.
Além das lâmpadas fluorescentes também contêm
mercúrio as lâmpadas de vapor de mercúrio propriamente
ditas, as de vapor de sódio e as de luz mista.
A legislação
brasileira através das Normas Regulamentadoras (NRs) do Ministério
do Trabalho e a Organização Mundial de Saúde
estabelecem igualmente, como limite de tolerância biológica
para o ser humano, a taxa de 33 microgramas de mercúrio por
grama de creatinina urinária e 0,04 miligramas por metro
cúbico de ar no ambiente de trabalho.
No contato
com lâmpadas quebradas é necessário o uso de
avental, luvas e botas plásticas (EPIs). Quando houver quebra
acidental de uma lâmpada o local deve ser bem limpo por aspiração.
Os cacos devem ser coletados de forma a não ferir quem os
manipula e colocados em embalagem estanque, com possibilidade de
ser lacrada, a fim de evitar a contínua evaporação
do mercúrio liberado.
É
recomendável que as lâmpadas a descartar sejam armazenadas
em local seco, nas próprias caixas de embalagem original,
protegidas contra eventuais choques que possam provocar sua ruptura.
Essas caixas devem ser identificadas para não serem confundidas
com caixas de lâmpadas novas. Em nenhuma hipótese as
lâmpadas devem ser quebradas para serem armazenadas, pois
essa operação é de risco para o operador e
acarreta a contaminação do local. Também não
se deve "embutir" os pinos de contato elétrico
para identificar as lâmpadas fluorescentes inservíveis,
prática condenada pois os orifícios resultantes nos
soquetes das extremidades da lâmpada permitem o vazamento
do mercúrio para o ambiente.
As lâmpadas
que se quebrem acidentalmente deverão ser separadas das demais
e acondicionadas em recipiente hermético como, por exemplo,
um tambor de aço com tampa em boas condições
que possibilite vedação adequada. As lâmpadas
inteiras, depois de acondicionadas nas respectivas caixas, podem
ser armazenadas em conteiners metálicos. Tais conteiners,
fabricados para os diversos tamanhos padronizados de lâmpadas
fluorescentes, eliminam quase por completo o risco de ruptura no
transporte e dispõem internamente de um filtro de carvão
ativado capaz de reter eventuais emanações de mercúrio
das lâmpadas que se rompam durante o transporte.
Como
destinar corretamente lâmpadas descartadas no seu Município?
Nos
resíduos sólidos municipais estão presentes
diversos produtos ou materiais descartados pela sociedade e que,
por conterem substâncias tóxicas, deveriam ser tratados
de forma segregada.
Estão
nesse rol as chamadas lâmpadas de descarga de gases que incluem
as lâmpadas fluorescentes, de uso tão difundido nas
fábricas, escritórios e edifícios públicos
(inclusive escolas e hospitais), e as de vapor de mercúrio,
de vapor de sódio, de luz mista, muito utilizadas na iluminação
pública. Todas essas lâmpadas deixam escapar para o
meio ambiente, quando se rompem, o mercúrio que contêm.
O mercúrio,
que se encontra sob a forma de vapor no interior da lâmpada,
quando essa é quebrada se dispersa na atmosfera e se condensa
a seguir, contaminando o ambiente.
Mas por que essa preocupação com o mercúrio?
O mercúrio, apesar de ser um elemento natural que se encontra
na natureza, pode ser muito nocivo aos seres vivos e quando penetra
na cadeia alimentar pode ser extremamente prejudicial à saúde
humana. No Brasil a norma que trata dos resíduos sólidos,
a ABNT NBR 10004, define a periculosidade de diversos elementos
e substâncias químicas e estabelece os limites admissíveis
para esses contaminantes serem dispostos no meio ambiente. O mercúrio
ocupa lugar de destaque entre as substâncias mais perigosas
relacionadas nessa norma. Por sua vez a norma regulamentadora NR15,
do Ministério do Trabalho, que trata das atividades e operações
em locais insalubres, também lista o mercúrio como
um dos principais agentes nocivos que afetam a saúde do trabalhador.
Embora
uma lâmpada encerre apenas uma pequena quantidade de mercúrio,
o efeito acumulativo e persistente do mercúrio proveniente
de muitas lâmpadas, quando descartadas em um mesmo aterro
ao longo dos anos, por exemplo, será sensível. Por
esse motivo as lâmpadas que contêm mercúrio já
devem ser separadas, na origem, do lixo orgânico e dos materiais
tradicionalmente recicláveis, como vidro, papel e plásticos.
Essa
prática já é adotada em diversos países
e no Brasil muitas indústrias, universidades, órgãos
públicos e empresas concessionárias de energia elétrica
já proibem a disposição de suas lâmpadas
no lixo. Por outro lado diversos municípios nos estados de
São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais já gozam
do benefício da coleta segregada e da destinação
adequada de suas lâmpadas de iluminação pública,
evitando assim que as mesmas tenham como destinação
os aterros municipais. Graças a essa atitude pró-ativa,
identificada nesse grupo selecionado de instituições,
foi possível criar e manter um projeto de descontaminação
de lâmpadas concebido e desenvolvido por uma empresa especializada
na solução de problemas ambientais.
Instalada
em Paulínia, SP, a empresa Apliquim se especializou no tratamento
e na descontaminação de resíduos mercuriais
e vem desde 1993 oferecendo a seus clientes a possibilidade de tratar
suas lâmpadas, evitando assim que sejam descartadas impropriamente
no meio ambiente. Utilizando tecnologia própria, acumulada
desde 1985 quando foi fundada, a empresa desenvolveu equipamentos
que permitem extrair todo o mercúrio contido em uma lâmpada
e descontaminar os outros materiais que a constituem, como o vidro,
o alumínio e o fósforo, que recobre o interior do
bulbo de vidro. O mercúrio extraído das lâmpadas,
uma vez purificado e sob a forma de metal, é encaminhado,
com autorização do IBAMA, para empresas que o utilizam
em seus processos ou produtos, tais como as fabricantes das próprias
lâmpadas.
O conceito
adotado de recuperar e reciclar todos os materiais que constituem
a lâmpada, em vez de simplesmente descartá- los, é
muito importante pois protege os aterros (e lixões), evitando
a formação de passivos ambientais que poderão,
um dia, recair sobre a municipalidade local.
A tecnologia
desenvolvida pela Apliquim emprega apenas processos por via-seca
e não utiliza combustíveis de qualquer tipo. ISO não
ocorre com algumas tecnologias utilizadas no exterior que geram
efluentes líquidos, emissões de gases e resíduos
sólidos contaminados, que vão requerer tratamento
posterior. Como todos os componentes das lâmpadas tratadas
pelo processo da Apliquim são reaproveitados como materiais
recicláveis, não existe também a possibilidade
de formação de passivos ambientais que poderiam resultar
de uma disposição inadequada desses materiais.
Outro
aspecto importante nesse Programa de Descontaminação
de lâmpadas que contêm Mercúrio é a saúde
ocupacional e a segurança no trabalho daqueles que manipulam
as lâmpadas. Não se recomenda portanto quebrar as lâmpadas
sob nenhuma hipótese antes de confiá-las para tratamento.
Sua guarda, atá que sejam tratadas, deve ser feita sempre
que possível nas próprias embalagens originais, que
constituem a melhor maneira de preservá-las de quebras acidentais.
O conceito
de Qualidade Ambiental chegou aos municípios para ficar.
Ar puro, água e esgotos tratados e destinação
adequada para os resíduos sólidos constituem valores
para o município e mérito para seus administradores.
E a destinação adequada daqueles resíduos que
podem contaminar os aterros municipais se insere nessa busca da
Qualidade Ambiental.
Fonte:
Apliquim (www.apliquim.com.br)
topo

Instituto Ambientalista da Cidade do Rio de Janeiro
Pensando no amanhã, reciclamos hoje.
Telefones: (21)2431-2050 / (21)8772-2300 / (21)9888-3962
E-Mail: reviverde@reviverde.org.br
Todos os Direitos Reservados
|