A reciclabilidade é um dos atributos mais importantes do alumínio.

Ao contrário de outros materiais, o alumínio pode ser reciclado infinitas vezes, sem perder suas qualidades no processo de reaproveitamento.

O exemplo mais comum é o da lata de alumínio para bebidas, cuja sucata transforma-se novamente em lata após a coleta e refusão, sem que haja limites para seu retorno ao ciclo de produção.

Esta característica possibilita uma combinação única de vantagens para o alumínio, destacando-se, além da proteção ambiental e economia de energia, o papel multiplicador na cadeia econômica.

A reciclagem de alumínio é feita tanto a partir de sobras do próprio processo de produção, como de sucata gerada por produtos com vida útil esgotada.

De fato, a reciclagem tornou-se uma característica intrínseca da produção de alumínio, pois as empresas sempre tiveram a preocupação de reaproveitar retalhos de chapas, perfis e laminados, entre outros materiais gerados durante o processo de fabricação.

Este reaproveitamento de sobras do processo pode ocorrer tanto interna como externamente, por meio de terceiros ou refusão própria. Em qualquer caso representa uma grande economia de energia e matéria-prima, refletindo-se em aumento da produtividade e redução da sucata industrial.

Quanto é reciclado?

Em 2000, o índice de reciclagem de latas de alumínio no País atingiu a marca de 78%, o segundo maior do mundo, superado apenas pelo Japão, determinado a expansão de um setor quase sempre marginalizado na economia, mas que movimenta volumes e valores respeitáveis: o da coleta e comercialização de sucata.

Em 2003, esta marca já alcançou o patamar de 87%!

Essa atividade assume um papel multiplicador na cadeia econômica, que reúne desde as empresas produtoras de alumínio e seus parceiros, até recicladores, sucateiros e fornecedores de insumos e equipamentos para a indústria de reciclagem.

Uma rede de aproximadamente 2 mil sucateiros é responsável por 50% do suprimento de sucata de latas de cerveja e refrigerante.

Trata-se de um setor que tem estimulado o desenvolvimento de novos segmentos, como o de fabricantes de máquinas para amassar latas, prensas e coletores e que atrai ainda ambientalistas e gestores das instituições públicas e privadas, envolvidos no desafio do tratamento e reaproveitamento de resíduos e também beneficia milhares de pessoas, que retiram da coleta e reciclagem sua renda familiar.

Não é para menos que o mercado brasileiro de sucata de lata de alumínio movimenta hoje mais de US$100 milhões anuais.

O CICLO DE VIDA DO ALUMÍNIO

Depois de coletadas, as latas de alumínio vazias são prensadas, enfardadas e encaminhadas para as indústrias de fundição.

As latinhas são derretidas nos fornos e transformadas em lingotes de alumínio. Os blocos de alumínio são vendidos para os fabricantes de lãminas de alumino, que comercializam as chapas para as indústrias de lata.

Este roteiro de ida e vinda de uma lata de alumino, desde a sua saída de uma prateleira até o seu retorno como nova lata pode ser completado em apenas 42 dias!

VANTAGENS DE RECICLAR ALUMÍNIO

Na reciclagem do alumínio, a economia de energia é de 95% em relação ao processo primário. Isto equivale ao consumo de energia de um aparelho de Tv durante 3 horas.
Cada tonelada de alumínio reciclado economiza a extração de 5 toneladas de bauxita (matéria prima para se fabricar o alumínio, sem contar toda a lama vermelha (resíduo da mineração) que é evitada.

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