Produção de Pneus


O Brasil produz cerca de 35 milhões de pneus por ano, destinando quase um terço para a exportação,
Apesar do alto índice de recauchutagem , que prolonga a vida dos pneus em até 40%, a maior parte deles, já desgastada pelo uso, acaba parando nos lixões, na beira de rios, estradas e até no quintal de casas, onde acumulam água que atrai insetos transmissores de doenças, como a dengue.

Os pneus e câmaras de ar consomem cerca de 57% da produção nacional de borracha.

A boa notícia é que, além de poderem ter sua vida útil aumentada através da recauchutagem, a reciclagem de pneus a partir da trituração para uso na regeneração da borracha é um dos mercados mais promISOres no Brasil.

QUANTO É RECICLADO?

20% da sucata de pneus disponível no Brasil são recicladas.

Em 2000, a produção foi de 45,8 milhões
Com a pasta resultante da reciclagem, onde são adicionados óleos aromáticos e produtos químicos desvulcanizantes, as indústrias produzem tapetes de automóveis, solado de sapato, pisos industriais e borrachas de vedação, entre outros.

O pó gerado na recauchutagem e os restos de pneus moídos podem ser aplicados na composição de asfalto de maior elasticidade e durabilidade, além de atuarem como elemento aerador de solos compactados e pilhas de composto orgânico.

Os pneus inteiros são reutilizados em para-choque, drenagem de gases em aterros sanitários, contenção de encostas e produtos artesanais.

No Brasil, carcaças são reaproveitadas como estrutura de recifes artificiais no mar, visando o aumento da produção pesqueira.

VANTAGENS DE RECICLAR O PNEU

A reciclagem do pneu é capaz de devolver ao processo produtivo um insumo regenerado por menos da metade do custo da borracha natural ou sintética.

Economiza energia

Poupa petróleo usado como matéria prima virgem
Melhora as propriedades de materiais feitos com borracha.

O CICLO DE VIDA DO PNEU

Os pneus velhos são cortados em lascas e transformados em pó de borracha, que é purificado por um sistema de peneiras.

O pó é moído, até atingir a granulação desejada. Em seguida, passa por tratamento químico, para possibilitar a desvulcanização da borracha.

Em autocláveis giratórios, o material recebe o oxigênio, calor e forte pressão, que provocam o rompimento de sua cadeia molecular.

Assim, a borracha é passível de novas formulações.

Ela sofre um refino mecânico, ganhando viscosidade, para depois ser prensada.
No final do processo, o material ganha a fardos de borracha regenerada.

Eles são misturados com outros ingredientes químicos para formar uma massa de borracha, que é moldada ao passar por uma calandra e um gabarito.

Numa bateria de prensas, a borracha é vulcanizada, formando os produtos finais, como tapetes de carro e solados de sapato.


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